Nem toda gordura é vilã. Descubra quais tipos podem prejudicar e quais ajudam a proteger a saúde intestinal
Durante muito tempo, a palavra “gordura” foi associada apenas a alimentos que não são bons e causam problemas à saúde. No entanto, a ciência já mostrou que isso está longe de ser uma verdade absoluta. Existem diferentes tipos de gordura, e entender suas funções e origens pode transformar sua forma de se alimentar e cuidar do seu corpo.
A alimentação moderna, rica em industrializados, tende a incluir uma quantidade elevada de gorduras prejudiciais. Ao mesmo tempo, muitas vezes, negligenciamos as fontes de gordura que, quando consumidas de forma equilibrada, trazem benefícios importantes para o organismo.
Hoje vamos conversar sobre quais gorduras devem ser evitadas, quais podem ser incluídas no seu dia a dia e como isso se conecta ao equilíbrio intestinal e ao bem-estar geral do seu corpo.
Quais tipos de gordura afetam a saúde?
Existem gorduras que podem impactar negativamente a saúde, especialmente quando consumidas em excesso.
Gorduras trans
As gorduras trans, frequentemente encontradas em alimentos ultraprocessados como margarinas, biscoitos recheados e fast-foods, estão associadas a um aumento nos níveis de colesterol LDL (considerado prejudicial) e a um maior risco de doenças cardiovasculares.
A gordura trans pode ser considerada o pior tipo de gordura a ser consumida. Ela é uma invenção humana, desenvolvida a partir de um processo industrial onde óleos de origem vegetal passam do estado líquido para o sólido por meio da inserção de hidrogênio. A gordura trans é reconhecida no mundo inteiro como uma das principais causadoras de doenças cardiovasculares.
Além disso, esse tipo de gordura pode interferir no equilíbrio da microbiota intestinal, favorecendo micro-organismos associados a processos inflamatórios.
Excesso de gordura saturadas
As gorduras saturadas, presentes em excesso em carnes processadas, manteiga e queijos gordurosos, também podem desequilibrar a composição da flora intestinal quando consumidas de forma constante e em grandes quantidades. Isso afeta não apenas a digestão, mas também o funcionamento do metabolismo como um todo.
Você já deve ter reparado que após um consumo mais alto do que o habitual de carnes gordurosas, as fezes podem ter ficado mais amareladas. Isso ocorre porque o corpo está eliminando o excesso de gordura presente no organismo que não foi processada.
Além disso, não é incomum algum episódio de diarreia em função do excesso de gordura consumida. Com a diarreia, a flora intestinal pode ser impactada também.
Relação com inflamação e desequilíbrio intestinal
Estudos têm demonstrado que dietas com alto teor de gorduras ruins podem estimular inflamações crônicas de baixo grau. Essa inflamação contínua prejudica o intestino, favorecendo quadros como a disbiose — um desequilíbrio entre as bactérias benéficas e nocivas do trato digestivo.
O resultado é uma absorção de nutrientes comprometida, o enfraquecimento das barreiras naturais e desconfortos digestivos, como gases, inchaço e alterações no ritmo intestinal.
Quais gorduras podem beneficiar a saúde?
Felizmente, nem todos os tipos de gorduras devem ser evitados. Algumas, inclusive, são essenciais para o funcionamento do organismo e atuam de forma positiva na saúde intestinal.
Ácidos graxos insaturados
Gorduras insaturadas são consideradas benéficas e estão presentes principalmente em alimentos de origem vegetal e peixes. Elas contribuem para a saúde do coração, possuem efeito anti-inflamatório e ajudam a regular o colesterol, auxiliando na redução do colesterol “ruim” (LDL) e no aumento do colesterol “bom” (HDL). Quando associadas a uma dieta equilibrada, também favorecem o crescimento de bactérias benéficas no intestino.
Monoinsaturados
Essas gorduras estão presentes em alimentos como azeite de oliva extravirgem, abacate e oleaginosas (como castanhas e nozes). Além de serem fontes de energia saudável, ajudam na absorção de vitaminas lipossolúveis e participam da manutenção das membranas celulares.
Ômega-3
Os ácidos graxos do tipo ômega-3, encontrados em peixes como salmão, sardinha e atum, possuem ação anti-inflamatória comprovada. São associados à melhora do funcionamento cerebral, da saúde cardiovascular e, mais recentemente, têm sido investigados por sua influência positiva na diversidade da microbiota intestinal.
Fontes alimentares de gorduras saudáveis
Para manter o equilíbrio, é importante priorizar alimentos como sementes de linhaça e chia, azeite de oliva, peixes de águas frias, abacate e castanhas. Esses ingredientes ajudam a nutrir o organismo e também colaboram com um ambiente intestinal mais estável e funcional. Claro, sempre sem exageros.
O equilíbrio e saúde intestinal
A qualidade da alimentação, especialmente no que se refere às gorduras consumidas, impacta diretamente a composição da microbiota. Manter o equilíbrio da flora intestinal é essencial para o bom funcionamento do organismo como um todo..
Probióticos e alimentação equilibrada
Uma alimentação rica em gorduras boas e fibras, estimula o crescimento das bactérias benéficas no intestino, que são os probióticos. Já o consumo de probióticos auxiliam no reforço dessa microbiota, contribuindo para o equilíbrio digestivo e metabólico.
Ao manter hábitos alimentares adequados e incluir probióticos na rotina, é possível reduzir desconfortos como gases, constipação e inchaço abdominal, que muitas vezes estão relacionados ao desequilíbrio da flora intestinal após um consumo exagerado de alguns dos tipos de gordura já explicados.
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Referências
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